quinta-feira, 2 de março de 2017

Caros leitores fiz esse livro com meus alunos. Foi um sucesso na minha escola. Esta história foi escrita por mim, autorizo a leitura em salas de aula e confecção manual apenas. A história está registrada na biblioteca nacional e não pode ser publicada e ou comercializada sem autorização da autora.
Gosto muito deste livro, pois aborda temas como: bulling, preconceito. Além de sensibilizar as crianças para que sintam como é triste ter atitudes preconceituosas.

Materias para confecção do livro:3 caixas grandes de papelão, EVA amarelo, vermelho e preto, cola branca, fita crepe, papel cartão amarelo e linha de lã preta.

É muito simples de fazer você desenha o molde de abelha no palelão corta, cola e espera secar; depois você cobre as bordas com fita crepe, cobre as páginas com o papel amarelo e faz a capa e contra capa com o EVA. Imprima a história recorte as cenas e cole uma cena por página. As ilustrações os seus alunos podem fazer ou você mesmo caso queira um livro para você amiguinho. Este livro é visto também como um brinquedo.Ah use a linha preta para contornar sua abelha e boa leitura.
 

No meio da floresta havia um lugar chamado COLMEIAOLANDIA, um lugar lindo, espetacular onde viviam muitas abelhas.

Certa manhã na COLMEIAOLANDIA aconteceu algo inusitado: nasceu uma abelha muito diferente ela não tinha as listras amarelas ou seriam as listras pretas? Não sei bem. Só sei que ela era toda amarela. Os pais logo perceberam essa diferença e concordaram  dar um nome diferente para a filha também. Eles a chamaram de Arouda.

Arouda cresceu rápido e logo foi para a escola de abelhas aprender  a fazer o mel, colher néctar, fazer própolis, escrever na língua das abelhas que por sinal tinha muito “ Z ”. Arouda nem percebeu que era diferente, era tanta abelha na Colmeiolandia que se não olhasse direito ninguém perceberia.

Essa Aroudinha ou Roro, como sua mãe  a chamava, era muito esperta e logo começou a tirar boas notas e por isso recebia  vários elogios da professora, dona  MELANINA.  Dona  Melanina era alta e muito exigente. Foi aí que um enorme problema começou. As abelinhas que estudavam na classe de Roro, ficaram com ciumes de Arouda ,começaram então tirar o sarro de Arouda rindo muito do nome dela.

Naquele dia então Roro voltou para casa tão triste que deitou na sua cama e chorou o triste choro das abelhas desta maneira: CHU CHU CHU CHU CHU CHU. Arouda  chorou até dormir e de manhã quando sua mãe veio acordá-la ela disse que nunca mais voltaria à escola.

A mãe indignada foi rapidamente a escola conversar com dona QUIRINTINTINA  a diretora da escola que prometeu resolver a situação o mais rápido possível. Assim que a mãe de Arouda saiu da diretoria dona Quirintintina saiu balançando seu ferrão zão zão e foi até a classe de Roro e deu a maior bronca na turma que por sua vez prometeu nunca mais rir do nome de Arouda.

Com muito custo a mãe de Aroudinha a convenceu voltar  à escola. Muito tímida Arouda entrou em sua sala de aula. Todos a olharam e foram indiferentes. Mas ninguém riu dela já seria um grande avanço.

No entanto  foi só dar a hora do recreio que começou a zombaria. Uma das abelhas, muito abelhuda por sinal, gritou:

_ Olhem só a Arouda abelhas ela não tem listras oh bicha amarela. HÁ! HÁ! Há!

E a zombaria piorou muito; agora não só a classe, mas toda escola ria de Arouda. Até aquele infeliz momento a pobrezinha nem tinha percebido essa diferença.

Naquele dia então Arouda mal conseguiu terminar as lições e saiu da escola com o maior nó na garganta de uma abelha que já se ouviu falar, subiu na maior árvore que encontrou pelo caminho, se escondeu dentro de uma folha e se acabou em lágrimas.

Muitas abelhinhas daquela escola faziam aquele mesmo caminho e resolveram parar para brincar em baixo da árvore que Arouda estava escondida. Arouda logo percebeu a presença delas e ficou bem quietinha observando tudo. As abelhinhas riam, brincavam, falavam mal de Arouda. E lá em cima da árvore Arouda ficava imaginando como seria feliz se pudesse brincar junto com elas.

Quando  inexperadamente  Arouda   tomou  um grande susto, pois viu um grande número de insetos  que comiam abelhas voando em direção das abelhas. Arouda não pensou duas vezes e foi logo gritando:

_ Corram, ou melhor, voem! Lá vem os insetos devoradores de abelhas!!!

E todas voaram bem rápido, deixaram suas mochilas para traz e voaram o mais rápido que puderam. Mas uma das abelhas não conseguia voar direito e Arouda não pensou novamente, agiu com o coração e voltou para ajudar a companheira enfraquecida; quando um inseto chegou muito perto e abocanhou as duas de uma só vez, mas Arouda esperta como ela só jogou pólen na garganta do inseto que as espirrou lá na frente.

O grupo maior que voava na frente conseguiu se livrar primeiro e ficou na porta da COLMEIOLANDIA  gritando:

_ Depressa! Venham logo!

Arouda cansadíssima voou o máximo que pode carregando a companheira e quando estavam entrando na colmeia...

ZÁS!

Alguém fechou a porta bem rápido, os insetos então deram com a cara na porta e caíram mortinhos no chão.
Daquele dia em diante todas as abelhas começara a respeitar  abelhadamente  Arouda e a colmeiolandia nunca mais foi a mesma, pois ninguém ria de ninguém. Nem a escola foi a mesma e todas viveram suas vidas de abelhas felizes para sempre.

Aguardem o próximo livro!

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